Paralelamente ao gás natural, o setor de transformação de resíduos em energia (WtE – waste-to-energy) está se tornando uma parte significativa do mix de energia, em parte devido à sua capacidade de substituir o carvão como fonte de energia de base disponível de forma contínua, ao contrário de fontes renováveis intermitentes, como a eólica e a solar. Enquanto a atenção da mídia se concentra cada vez mais no nível de emissões de carbono devido à queima de matérias-primas de biomassa, a WtE também desempenha um papel crucial no desvio de resíduos de aterros sanitários, reduzindo emissões de metano e propiciando uma solução de gerenciamento de resíduos mais sustentável.
As vantagens ambientais e econômicas da WtE
A estratégia para combater essa narrativa é o registro eficaz e a divulgação transparente dos dados de emissões de CO₂. Isso significa não simplesmente relatar as emissões totais de CO₂ da combustão de biomassa, mas diferenciar a proporção de CO₂ produzida a partir de fontes biogênicas – emissões que são liberadas de fontes como resíduos de alimentos, papel e madeira, que naturalmente liberam CO₂ durante a combustão ou decomposição, como parte do ciclo natural do carbono, e cujas emissões são consideradas neutras em carbono quando gerenciadas de forma sustentável.
A diferença entre CO₂ biogênico e CO₂ fóssil
Ao distinguir entre as emissões biogênicas e as de origem fósseis – por exemplo, plásticos ou materiais sintéticos derivados de hidrocarbonetos que liberam CO₂ considerado como previamente armazenado em seu estado fóssil – os operadores de WtE podem não apenas melhorar a credibilidade das partes interessadas, mas também criar mecanismos de apoio à legislação ambiental, atrair mais investimentos e posicionar a WtE como uma participante viável na economia circular.
Três pilares para uma divulgação eficaz das emissões de CO₂
Tecnologia de monitoramento no local
Os operadores devem fazer progressos em três áreas. Localmente: a adoção de tecnologias de monitoramento de emissões será obrigatória para a medição, com a instalação de sistemas de amostragem contínua que correspondam à norma ISO 13833 / EN ISO 13833, criada em julho de 2013 para normatizar o procedimento de determinação da proporção de CO2 biogênico no teor total de CO₂ produzido em um fluxo de emissão. O sistema em si é idealmente instalado como uma solução de sistema completa, como o sistema de amostragem AMESA-B da ENVEA, que garante a captura consistente e estável da amostra necessária para obter um resultado de medição de CO₂ preciso e confiável.

Verificação por terceiros
Em segundo lugar, a verificação dos dados de CO₂ por terceiros, para aumentar a credibilidade e a transparência, gera confiança. Isso pode ser obtido por meio de análise dos dados da amostra de emissões por terceiros, usando um laboratório certificado, realizando a análise biogênica com o procedimento especificado de datação por radiocarbono 14C.
Adesão aos padrões de conformidade
Por fim, a adoção de padrões de conformidade globais e regionais e a adesão aos mesmo, como o ISO 13833/EN ISO 13833 para relatórios de emissões, fortalecerá a confiança de que o processo de combustão de biomassa é um meio aceitável para favorecer a descarbonização e as metas de energia líquida zero.
Desbloqueio dos benefícios comerciais por meio de mediçõesprecisas
Os benefícios da medição biogênica de CO₂ são abrangentes. Um relatório biogênico preciso de CO₂ serve como uma medida proativa para comunicar os benefícios da biomassa, fornecendo evidências factuais e científicas do impacto ambiental da WtE. Ele permite que os operadores se envolvam em discussões informadas com as partes interessadas, demonstrando compromisso com o gerenciamento responsável de emissões de acordo com os padrões internacionais.
Os dados de emissões biogênicas de CO₂ não apenas permitem que os operadores de WtE se alinhem à legislação ambiental, mas também se qualifiquem para incentivos financeiros, como créditos de carbono ou subsídios de energia renovável. E as regras estão mudando: estruturas reguladoras, como o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS – European Union Emissions Trading System), estão impondo responsabilidade legalmente vinculativa aos operadores de WtE por suas emissões de CO₂. Por exemplo, o Reino Unido terá que monitorar suas emissões de CO₂ a partir de 1.º de janeiro de 2026, enquanto o Reino Unido e a União Europeia imporão um limite às emissões de CO₂ de biomassa em 2028. Somente relatórios biogênicos de CO₂ garantem a conformidade com esses mandatos.
Para tanto, relatórios precisos de CO₂ biogênico são uma ferramenta cada vez mais poderosa para os operadores de WtE, evoluindo além da pura conformidade para se tornar o principal meio de fortalecimento da reputação do setor no cenário regulatório que muda rapidamente, bem como um veículo para novos investimentos. Na base de toda essa oportunidade se encontra a aquisição e análise precisas de dados de emissões biogênicas que a ENVEA e a AMESA-B oferecem como uma solução única, completa, confiável e credível. É um investimento que protege o planeta, resguarda o lucro do operador e ajudará a proteger o futuro da própria WtE.
- Para obter mais informações sobre o monitor de emissões AMESA-B e as soluções da ENVEA para o setor de Transformação de resíduos em energia, a WtE, visite http://bit.ly/3Xi6Q7D.
- Para calcular a possível economia resultante da medição e contabilização precisas de CO2 biogênico, clique aqui e use a calculadora gratuita de CO₂ biogênico da ENVEA.
